Acesso restritoCONSULTAS SCPC

 

Aprenda a definir um lucro saudável para sua empresa

Margem talvez seja uma das mais populares medidas de lucratividade. Porém, uma margem saudável nem sempre é uma margem elevada. Maximizar a lucratividade é uma hipótese conveniente para os modelos matemáticos, mas na realidade o que a empresa consegue, caso tenha sucesso, é ter um lucro que a permita continuar operando e gerando retorno para o acionista. Assim, quando usarmos o termo saudável, ele deve ter a conotação de algo que ajuda a manter a empresa no seu ambiente competitivo, sem deterioração.

Lucro saudável, portanto, não é necessariamente o máximo, mas aquele que consegue manter a empresa em atividade ao longo do tempo, propiciando um retorno adequado para seus donos (e não excepcional). Lucro saudável é uma expressão que faz mais sentido ao longo prazo e, talvez, outras medidas de lucratividade sejam mais úteis do que a margem. Por exemplo, a empresa pode querer avaliar se todo o capital investido deu o retorno esperado, comparando o lucro com o capital ou com os ativos.

No curto prazo, o lucro varia de acordo com as condições da economia. Há contextos em que o reinvestimento é baixo, pois todo o mercado está mais lento ou menos ousado. Em épocas de crise econômica, a ordem geral é apertar o cinto e procurar manter o negócio aberto. Nesse caso, o lucro provavelmente será reduzido e o termo saudável significará “suficiente para sobreviver”. Em épocas de expansão do mercado, cresce a necessidade de investimento, seja para manter o negócio aberto ou para fazê-lo crescer. Nesse caso, o lucro esperado também é maior.

O nível da margem, uma relação entre lucro e receita, nem sempre é uma escolha da empresa, pois além de ser afetado pelo contexto econômico, ainda depende das condições do mercado em que a empresa atua e do produto em si. Há setores em que a competição é acirrada e o produto tem preço unitário baixo. No caso de alimentos (exceto os de luxo), por exemplo, é preciso vender muitas unidades para gerar um lucro alto. Assim, ganha-se com o volume vendido e não com a margem. É o caso das grandes redes de supermercado, no qualpara quem 2% de lucro é um caminhão de dinheiro.

Outros setores já têm como característica o ganho pela margem, ou seja, pelo preço. Naquelas em que há possibilidade de diferenciar o produto a ponto de cobrar um preço premium, as margens são maiores, independente da necessidade daquele negócio reinvestir para manter a competitividade. Ele o fará se o negócio depender de inovação, de crescimento de mercado, de tecnologia etc. Caso contrário, a sobra irá para o bolso dos donos.

A margem dos lucros das empresas que publicam as demonstrações financeiras pode dar uma referência de lucratividade em cada setor, para cada tipo de negócio. Para isso, a empresa deve preparar as demonstrações do seu negócio, o que facilitará comparações e a própria gestão de lucro.

Enfim, o lucro saudável, seja com uma margem elevada ou baixa, não pode ser confundido com o enriquecimento pessoal do dono, pois isso, normalmente, indica um ganho excepcional.

Fonte: Exame.com

tags: noticia


<< Voltar


CURSOS E EVENTOS


Veja todos


PARCEIROS